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É com grande demora, mas também com as nossas desculpas, que vimos falar-vos do que foi o nosso encontro e almoço anual que este ano voltou a ser realizado na quinta de Sant’Ana, na Redinha, no dia 16 de Maio. A demora deveu-se ao facto de ainda não podermos trazer-vos qualquer informação nova sobre a Reclamação que fizemos do jantar no Restaurante Mónaco. Por não se terem apresentado listas candidatas aos Órgãos Sociais, não se realizaram as eleições marcadas para aquele dia. No entanto, todos os presentes se manifestaram a favor da continuidade da Associação e foi aprovada uma proposta para que os actuais membros se mantenham em gestão, pelo menos até ao jantar anual, ficando aberto um período de aceitação de candidaturas até final de Outubro, com votação das listas no decurso do jantar. Agradecemos a todos aqueles que tenham disponibilidade e que queiram partilhar este esforço de preservação na AAENLH que analisem bem o momento actual da sua existência e expressem a sua disponibilidade para, por um novo período, conduzir os seus destinos. Quanto ao convívio, poderíamos sintetizar a análise do que se passou numa frase dita por um colega, no momento da partida: ”Se no Mónaco tivemos de reclamar, aqui podíamos deixar um louvor” A proximidade dos dois eventos, tão díspares na forma como correram, levou-nos a fazer uma análise retrospectiva do que têm sido os nossos encontros, ao longo de décadas. E sentimo-nos orgulhosos e emocionados. A maior parte de nós frequenta outros eventos semelhantes, organizados em torno das escolas, dos colégios, dos liceus, das faculdades, da tropa… Fazem um convívio anual? Nós fazemos dois ou mais (considerando as visitas culturais que, infelizmente, têm escasseado nos últimos tempos), sempre com assiduidade muito apreciável. Já é regra, nos outros casos, pagarmos antecipadamente o valor no acto da inscrição. Entende-se a precaução. Mas entre nós, apesar do longo tempo, e da grande frequência, há um registo comportamental que tem perdurado indelevelmente, que não queremos quebrar, e que bem evidencia aquilo que de mais profundo nos une. O crédito de confiança garantido por valores comuns. Continuamos a aceitar as marcações baseadas, apenas, na palavra de cada um, sem pagamentos prévios, sem sinalização monetária. Apesar disso, nunca a Associação teve de ser chamada a pagar um cêntimo por inscrições que não se viessem a traduzir-se em presenças. Ditosa associação que assim pode proceder. Também da parte dos Restaurantes que têm prestado serviço à Associação, nunca tínhamos tido razões para o mais pequeno reparo de insatisfação. Sempre aceitaram cordialmente as reservas, sem exigência de garantias, ratificando formalmente, por iniciativa própria, as condições acordadas oralmente em reunião e aceitando eventuais pequenas alterações ao número de presenças estimado, mesmo até à véspera do evento. Condições que nunca deixaram de ser cumpridas. A atitude do Restaurante Mónaco causou-nos grande apreensão. Era o quebrar de um percurso de confiança consolidado no tempo. Temíamos ter entrado numa era de mudança que levaria a repensar aquilo que, para nós, era uma bandeira que arvorávamos com orgulho. Partimos cautelosos para a organização do almoço e decidimos consultar a Quinta de Sant’Ana, onde já havíamos sido muito bem servidos. Não nos esquecíamos que também tinha sido no “Mónaco” que tínhamos tido um dos nossos melhores jantares. Mas os responsáveis da Quinta de Sant’Ana garantiram-nos que os profissionais do sector não se reviam no que acontecera com o Mónaco e, de facto, capricharam no excelente serviço que apresentaram. Não vamos entrar em pormenores mas podemos dizer que ninguém saiu defraudado. Almoçámos bem, dançámos a tarde toda com boa música do nosso tempo, lanchámos bem e, como cereja no cimo do bolo, terminámos com uma bela surpresa. O nosso colega Fernando Ferreira Mendes e a sua esposa Luisinha, brindaram-nos com uma sessão musical tão agradável como inesperada. Um belo programa de fados e canções excelentemente interpretados, manteve-nos suspensos da sua actuação, com tanto agrado que foi com muito pesar que, cerca das 20H00, tivemos de dar por encerrado este fabuloso convívio. O “Mónaco” causou-nos desilusão e arrelia tremenda. Contudo, abriu portas a uma enorme satisfação. Aquele foi um acidente de percurso, o caminho compensador encontrámo-lo na atitude dos mais de cem colegas que, com a sua presença no almoço, nos vieram dar o seu aval de confiança. Foi muito importante podermos encontrar entre eles alguns dos fundadores da AAENLH a quem ficamos agradecidos, não só pela presença que é sempre bem vinda, mas também pelo que significou na sequência do desaire do jantar. Foi gratificante constatar o serviço esmerado e empenhado que os responsáveis da Quinta de Sant’Ana nos apresentaram e que nos fizeram esquecer as reservas com que partíamos para a organização do almoço. Para eles e para os músicos que deram tão boa conta de si e tanto nos animaram, o nosso bem hajam. Ao Dr. Ferreira Mendes, ilustre cirurgião do HUC e nosso estimado colega, e à sua gentil esposa, para além dos nossos parabéns pelo óptimo gosto e grande sensibilidade musical, vai um grande abraço associativo que leva um profundo agradecimento pelos momentos tão agradáveis que nos proporcionaram. O Presidente |